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sexta-feira, 13 de julho de 2018

DESCARGA HORÁRIA

DESCARGA HORÁRIA
UM PROGRAMA, UM ÁLBUM
DESTAQUE DA SEMANA
Dakidarria - Utopias Emergentes
(2011)
DOMINGO 09:00 | TERÇA 16:00 | QUINTA 19:00

A alternativa ao neo-liberalismo chama-se consciência. A consciência que se deve ter contra tudo e contra todos, e os que entendem que a consciência não tem lucro.
Começa assim o toque introdutório e com voz de José Saramago para o álbum Utopias Emergentes dos galegos Dakidarria. Percorrendo temas e álbuns procuramos intensamente por temas que nos lembrem o significado da mensagem. E porque, a mensagem  é importante, num alerta constante para os tempos que percorremos mais se torna evidente que a música no seu largo espectro não precisa de ficar refém das banalidades e jogos mercantilistas da sociedade moderna.
Como se de um manifesto vivo se trata-se, este álbum editado pelos em 2011, transporta-nos para essência da musica de intervenção como é prática comum do ska-punk, e mais, ainda bebendo de toda a carga politica que os nossos vizinhos e irmãos nos dão. De Valminõr em Pontevedra aqui estão os Dakidarria.
Como um todo, o disco com os seus 10 temas encaixam na prefeita harmonia entre a construção rítmica e com a mensagem sempre latente. Como tinha dito, com o primeiro tema que entra como uma bomba na nossa consciência. O tema inicial, preparam-nos para temas que se desenrolam com a simplicidade tão bem caracterizada do ska-punk na actualidade.
Depois do primeiro tema “Sigue ardiendo” que nos encaixa na envolvência dos Dakidarria, dois punhados de temas e salientado pontos de vista das sociedades actuais, entre a autodeterminação e independência linguística, cultural e modo de vida bem patente em “Linguas Ceives” ou a contestação contra um sistema abjecto e imoral onde a juventude se ergue com determinação em “A Mocidade Activa” e em “En El Punto De Mira” onde o foco se mantém ao sistema actual que nos escraviza.
Num todo um álbum que nos transporta para a verdadeira acção da contestação com largas cargas de reivindicação, que estará para sempre junto a álbuns contestatários da música de intervenção tanto na actualidade como no passado, e sempre presente na nossa consciência enquanto o punho estiver erguido.
 

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